Identificação:
Trauma Frontal

Quadro Clínico:
HOMEM 46 ANOS. Queda da bicicleta.

Tomografia de crânio
Sinais de descontinuidade óssea desalinhada da parede anterior e posterior do seio frontal esquerdo.
Edema/hematoma de partes moles periorbitário e frontal esquerdo.
Conteúdo denso no interior do seio frontal esquerdo.
Foco contusional frontal paramediano esquerdo.
Ciclismo como modo de transporte é amigo do meio ambiente e beneficia o indivíduo e a saúde pública em geral. Na última década tornou-se uma forma de recreação arrebanhando milhões de ciclistas.
 O trauma de crânio é a causa mais comum de morte e de admissão em hospitais associado a acidentes com ciclistas. Apesar da evidência que o uso do capacete reduz a prevalência de trauma cranioencefálico e de face, o uso dos capacetes pelos ciclistas permanece baixo.
 
O risco varia de acordo com a idade e sexo.
– Adultos com idade entre 55-69 têm maior taxa de mortalidade.
– Adolescentes, adultos jovens têm alta taxa de traumas relacionados a acidentes de bicicleta em pronto socorros. Pessoas entre 10-24 anos representam 1/3 dos traumas relacionados a bicicletas em serviços de emergência.
– Ciclistas homens têm 6 vezes mais chances de morte, e traumas são 5 vezes mais frequentes em mulheres.
Vários estudos apontam que os principais tipos de lesões graves cranianas são fraturas, hematomas subdurais e hemorragia subaracnóidea.
Fratura de crânio pode associar-se à laceração das meninges e hemorragia extra-axial, na fossa posterior pode associar-se à fistula liquórica, fraturas transversas dos seios venosos durais e bulbo jugular são frequentemente associados a lesões venosas por compressão ou trombose.
As contusões cerebrais comumente ocorrem no lobo frontal anterior e anteroinferior do lobo temporal, devido ao aspecto ondulado da superfície da tábua interna.
Ocorrem associações traumáticas ou de outras superfícies tais como coluna cervical, fratura de face, pneumoencéfalo e lesões extracranianas.
A possibilidade de sofrer uma fratura de crânio é 84% menor no ciclista que utiliza capacete, 62% menor no quesito hemorragia intracraniana e 79% menor na necessidade de intervenção cirúrgica.

Bibliografia:
https://radiopaedia.org/articles/traumatic-brain-injury Annals of Biomedical Engineering volume 51, pages875–904 (2023) DOI: 10.1093/ije/dyw153 doi.org/10.1016/j.wneu.2019.03.032

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