Identificação:
Lesões Cerebelares Atípicas
Quadro Clínico:
Cefaléia Occipital
Dentre as lesões cerebelares atípicas raras, destaca-se Doença de Lhermitte- Duclos.A doença de Lhermitte-Duclos foi descrita pela primeira vez em 1920, na literatura sob as denominações: Purkinjeoma, hipertrofia de células granulares do cerebelo, hamartoma do cerebelo, gangliocitoma displásico, ganglioneuroma e gangliomatose do cerebelo. É uma doença rara, caracterizada por massa tumoral unilateral, lentamente progressiva do córtex cerebelar. A natureza fundamental dessa entidade, aparentemente benigna, e em particular sua patogênese permanecem desconhecidas.
Aparece mais comumente na faixa etária de adultos jovens, de 30 à 50 anos, e podem apresentar sinais cerebelares, sendo ataxia a mais frequente. Os sinais cerebelares são mínimos ou ausentes em até metade dos casos. Em 40% dos casos da Doença de Lhermitte-Duclos associa-se à Síndrome de Cowden, que é parte de um grupo de desordens genéticas sob a denominação de hamartomas complexos polipoidais.
Nos estudos por ressonância magnética observamos lesões unilaterais no cerebelo que apresentam efeito expansivo locorregional. A lesão é hipointensa em T1 e hiperintensa em T2, com listas paralelas hiperintensas e isointesas alternadas, características da doença.
Como diagnóstico diferencial, ainda que de localização inusual , condição pseudo-neoplásica recentemente descrita, com algumas das características encontradas no caso, e compartilhadas na denominação de Tumor Neuronal Multinodular Vacuolizante encefálico, situando-se nestes casos no compartimento supratentorial. Lecler et al em 2019 observou situação similar de lesões da fossa posterior multinodulares e vacuolizantes, numa casuística de 11 pacientes acompanhados durante 3 anos, e sem alterações significativas observáveis neste período, concluindo que são lesões malformativas benignas.
Descrição do caso.
Destaca-se a presença de uma lesão cursando com desorganização do fólio cerebelar e subcorticalidade ao nível do lóbulo biventre e parte da tonsila esquerda, exibindo aspecto caprichosamente retilíneo em sua distribuição anatômica, pobremente mensurável, ligeiramente expandindo os contornos da superfície envolvida, com sinal misto, e esboçando diminutas formações de aspecto microcístico, aventando-se algum tipo de malformação/displasia cortical, assemelhando-se à Doença de Lhermite-Duclos.
Lopes, M.M.; Oliveira, I. M. C,; Oliveira, P. L. M., Santos, N. B.dos; Sanz M.R.V. and Amorim, R. L.O. Lhermitte-Duclos e Síndrome de Cowden: relato de caso e revisão da literatura Arquivos Brasileiros de Neurocirurgia: Brazilian Neurosurgery 2019; 38(04): 319-323 DOI: 10.1055/s-0039-1693682 Nowak D. A and Trost H. A. lhermitte-Duclos disease ( dysplastic cerebelar gangliocytoma): a malformation, hamartoma ou neoplasm. Acta Neurol Scand. 2002 Mar;105(3):137-45. doi: 10.1034/j.1600-0404.2002.1r127. Nunes, R. H. et al Multinodular and vacuolating Neurona Tumor of the cerebrum: a new “Leave Me alone” lesion with a characteristic imaging pattern. AJNR July 2017 Lecler, A., Bailleux J. and Carsin B. Multinodular and vacuolating Posterior Fossa Lesions of Unknown Significance AJNR 40 (10) set 2019
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